ITUPIRANGA, SUDESTE DO PARÁ – O Distrito Cruzeiro do Sul, conhecida como “Quatro Bocas”, está localizado a 180 km de Marabá e a 170 de Itupiranga, no sudeste do Pará. Dados da Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará) apontam a região como destaque na criação de gado de corte e produção leiteira. O rebanho da região conta com mais de 600 mil cabeças de gado.
A produção leiteira de Cruzeiro do Sul atualmente tem média diária de 90 mil litros de leite. O Distrito tem dois laticínios operando diariamente. Além disso, existem mais três lacticínios e uma cooperativa que recebem mais de 45 mil litros de leite diariamente nas localidades próximas. Mesmo assim, a quantidade de laticínios ainda não tem sido suficiente para suprir a demanda. E por isso, novas construções estão em andamento para atender os produtores de leite naquela Região do Rio Preto.
O resultado expressivo da região tanto na produção de leite quanto na criação de gado para abate tem proporcionado destaque econômico à região. Outro exemplo é a expressiva arrecadação nos leilões realizados pela Associação Sul Paraense de Produtores – Aspape. Conforme os dados os últimos cinco leilões, as arrecadações chegaram a R$ 7.756.268 (sete milhões setecentos e cinquenta e seis mil e duzentos e sessenta e oito reais).
Joelson Rezende, veterinário e fiscal da Adepará, responsável pela agência de Cruzeiro do Sul, garante que o trabalho feito pela Agência tem garantido que a região tenha ganhado cada vez mais espaço nacional no mercado de gado de corte e produção leiteira.
“Hoje o rebanho da região pode ser comercializado para o mundo inteiro. Antes existiam barreiras sanitárias que impediam a saída de gado para fora do Estado e para fora do País. Com os serviços da Agência, como por exemplo, as ações de defesa sanitárias para eliminar doenças e também prevenir, o mercado se abriu. Hoje nós podemos vender gado para qualquer região do Brasil e também e do mundo. Esse foi um trabalho que a Adepará fez ao longo do tempo. É um credito que temos junto ao produtor. Além da nossa contribuição, o principal elo dessa conquista de mercado também é do produtor que vacina o rebanho que cuida da sanidade”, explica.
De acordo com o servidor público, a partir da parceria entre produtor rural e Estado do Pará, foi possível ampliar o mercado, melhorar a qualidade genética dos rebanhos, e também melhorar o preço da comercialização do gado da região. “Nós temos hoje rebanhos de qualidade genética e sanitária. Não existe impedimento algum para que possamos vender para qualquer lugar do mundo”, finaliza. (Portal Debate Carajás/Eva Fernandes – Divulgação)













