A partir do dia 2 de fevereiro, bancos e demais instituições financeiras que operam no Brasil passam a cumprir novas diretrizes do Banco Central para reforçar a segurança das transações realizadas via Pix. As mudanças fazem parte de uma estratégia para frear o aumento de golpes e fraudes no sistema de pagamentos instantâneos.
O foco principal está no aprimoramento do Mecanismo Especial de Devolução (MED), ferramenta que auxilia na recuperação de valores transferidos em casos de golpes ou fraudes.
O que muda a partir de fevereiro?
Com a atualização, o Pix passa a contar com um novo sistema de rastreamento, permitindo que os bancos acompanhem o caminho do dinheiro mesmo após transferências sucessivas. Até então, o bloqueio dos valores era limitado apenas à primeira conta que recebia o recurso.
Agora, caso o dinheiro seja redistribuído para outras contas — inclusive as chamadas “contas laranja” — o sistema poderá acionar um bloqueio em cadeia automático. A expectativa do Banco Central é que a medida reduza fraudes em até 40%, torne o processo de devolução mais eficiente e aumente a proteção dos usuários.
Outra mudança importante é que o cliente poderá registrar a denúncia de golpe diretamente pelo aplicativo do banco, sem a necessidade de atendimento humano. Isso deve agilizar o bloqueio dos valores transferidos via Pix.
Com a automação do processo, o reembolso poderá ocorrer em até 11 dias, prazo significativamente menor do que o praticado atualmente.
Padronização dos comprovantes
As novas regras também determinam a padronização dos comprovantes de devolução, que passarão a trazer informações mais detalhadas e transparentes. Os documentos indicarão com precisão qual transação originou o estorno, reduzindo falhas de comunicação e aumentando a segurança para o usuário.
A padronização já existia de forma opcional, mas passa a ser obrigatória para todos os bancos a partir de 2 de fevereiro de 2026.(Portal Guarati, com informações de O Liberal)













